M. Cortesão, I. Figueiredo, A. Mota
Abstract
Desde a chegada dos humanos à Lua, que a área científica da Astrobiologia tem crescido de mãos dadas com a exploração espacial, tanto robótica quanto humana, não só para estabelecer os limites da vida como a conhecemos, mas também para avaliar o potencial de habitabilidade de outros corpos planetários. Cientistas na área da Microbiologia do Espaço exploram soluções para ambos os desafios, através do estudo de microrganismos extremófilos, isto é, organismos que vivem em ambientes extremos. Por um lado, os extremófilos possuem mecanismos celulares e moleculares complexos e eficazes, que são cruciais para estabelecer os limites da vida (como a conhecemos) e informar sobre se a vida poderia, ou não, existir em mundos além da Terra. Por outro lado, é através da utilização de microrganismos extremófilos que se desenvolvem novas biotecnologias sustentáveis, tanto em habitats espaciais como terrestres. Neste artigo, enfatizamos o papel dos microrganismos para combater os dois principais desafios da nova era da exploração espacial: i) na criação de sistemas bioregenerativos de suporte à vida e a obtenção sustentável de recursos in situ; 2) e na procura de exoplanetas habitáveis e a possível deteção de vida extraterrestre.
Acta Applicandae Mathematicae
Volume 13, Number 1
2025 March
>> DOI









